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quarta-feira, 9 de abril de 2008

[SFC / GBA Review] Final Fantasy V



Os cristais estão em perigo. E esta é a quinta vez, muitas outras estão por vir.

Para o pessoal se situar. Para o Famicom, tivemos os FF1, 2 e 3. Para o Super Famicom tivemos o FF4, FF5 e FF6. FF5 nunca saiu nos EUA, apenas muito tempo depois em um remake para GBA e outros dois para PSX.

Confuso não? Pois bem, a Square reparou na cabeçada que tinha dado e acabou corrigindo tudo, fazendo milhares de remakes e ganhando milhares de dólares.

Falemos sobre o Final Fantasy V. Esse episódio diferentemente do que muitos pensam, não implantou o sistema de Jobs, ele apareceu antes no FF3 de Famicom. Talvez a sacada da produtora foi limitar o número de personagens para não tornar a história muito confusa. Em FF5, são apenas 4 personagens "jogáveis" que logo no começo do game são apresentados.

A história é a seguinte, existem 4 cristais que balanceiam o poder no mundo. Uma força maligna pretende colocá-lo na escuridão, justamente destruindo esses cristais. Nesses tempos de ameaça, os próprios cristais escolhem 4 guerreiros chamados de "Light Warriors" que devem restaurar o equilíbrio e salvar o mundo, lutando contra o mal. Em cada Final Fantasy, o mal tem variações, porém não irei contar aqui qual é o malfeitor desse episódio para não perder a graça.

Sobre o sistema de Jobs, nesse FF já era possível criar combinações de magias e habilidades com classes que teoricamente não poderiam usá-las. Um exemplo, é um Mago Branco que pode usar magia negra ou um Cavaleiro que pode usar magia branca. Para isso, é necessário que o seu personagem tenha um certo nível com uma classe desejada e esta depois seja trocada. Não há perda de habilidades adquiridas com a classe anterior, elas vão se acumulando no seu personagem.

Levando-se em consideração os demais FF, este aqui é até curto. Mas não pensem que por conta disso o jogo não é bom, muito longe disso. Acredito que se alguém está começando a se aventurar pelo mundo do RPG, pode começar por esse game. O sistemas de Jobs é simples e descomplicado, bem como os set-ups de armas e armaduras. A dificuldade das batalhas é razoável.

Esta versão de FF é como abrir um livro e ir folheando. O game é linear, não lhe faz perder horas e horas quebrando a cabeça com puzzles sem sentido e ter que voltar na mesma cidade por várias vezes, por exemplo.

A parte gráfica é boa, apesar de não utilizar de muita pirotecnia. Digamos que cumpre bem o seu papel, está num meio termo entre os FF de NES/Famicom e o FF6. A trilha sonora é soberba, com músicas assinadas pelo famoso Nobuo Uematsu.

Enfim, este é um game que Nelson provavelmente possui completo. Quando se trata de Final Fantasy, até o episódio 7 vocês podem ir na certeza de que são obras de arte.





Dados do Game:

Plataformas: Snes, GBA e PSX
Jogadores: 1
Saves?: Sim, 3 Slots
Tempo de jogo: Boa pergunta, nunca marquei. Mas é uma das versões mais curtas.
Ano de lançamento: Em 1992 no Japão, Para o SFamicom, em 1999 os remakes do PSX e 2006 para o GBA.

Notas do Bispo:

Gráficos: 8,5
Som: 9,5
Jogabilidade: 9
Replay: 8,0
Geral: 8,5

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

[NDS/Snes Review] Front Mission



Do tempo em que a Square ainda fazia games inovadores...

Bem, esse game é pouco conhecido pelos jogadores ocidentais - pelo menos até começo de novembro/2007, data em que foi lançado para Nintendo DS.

A Square sempre trouxe ótimos games para o Super Nintendo e até então sempre com ambientes medievais. Para mudar um pouco, resolveram fazer um lance mais "futurista" com Secret of Evermore e o Front Mission.

Não me lembro de outro game (talvez Ogre Battle) que fosse "Tático". E Front Mission, também ao lado de Ogre Battle difundiu bem o esquema de batalhas isomêtricas por turno, como se fosse um jogo de tabuleiro.

O que pode fazer os gamers menos impacientes abandonarem FM é o número grande de opções que são setadas ao Mech. Você pode customizar braços, pernas e corpos dos Mechs, adicionando armas novas e armaduras, respectivamente.

A dificuldade é grande, ainda mais por demorar um pouco para se habituar a todos os comandos possíveis e os tipos de ataques disponíveis que variam de acordo com seu equipamento.

A história também é um ponto forte de FM. É mais ou menos assim: Rola uma treta violenta entre a Comunidade Oceânica e os Estados do Continente Unido. No game, você pode escolher um soldado da CO ou do Continente Unido (a dificuldade muda de um modo de game para o outro). O ano é o de 2096, e os continentes em questão são países atuais que se uniram depois de eventos que ainda ocorrerão no futuro (não vou contar mais para não perder a graça :D )

Vale a pena para quem não teve a oportunidade de ver FM no Snes, ou pegar a rom traduzida para jogar em emulador.





Dados do game:

Plataformas: Snes e NDS. Existem continuações para outras plataformas.
Jogadores: 1
Saves: Bateria para ambas as plataformas
Tempo médio de jogo: A meus queridos... pode colocar no mínimo umas 15 horas
Lançamento: 1995 para Snes e Novembro de 2007 para NDS

Avaliação pessoal do bispo:

Gráficos: 8,5
Som: 8
Controles:
8,5
Replay: 9
História: 9,5
Geral: 8