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domingo, 28 de junho de 2009

[PC Review] World of Warcraft



A palavra "World" não está aí por acaso.

Pois bem caros e caras. Bispo rendeu-se.

A princípio, jogos de PC nunca me atraíram muito. Cresci jogando consoles plugados na TV e considerava computador uma mera ferramenta de trabalho, que não serviria para diversão. Ledo engano.

Alguns amigos me apresentaram, insistiram e me tentaram com esse título do review de hoje - que sorte a minha! Garanto para aqueles que pensavam como eu, que a Blizzard está para o mercado de jogos de games para PC assim como a Nintendo está para a indústria de jogos para consoles.

Até antes de World of Warcraft, praticamente todos os games da Blizzard constituíam em RTS (Estratégia em tempo real). WoW já está para Action RPG, no estilo de The Legend of Zelda.

Mas o que faz de WoW um sucesso absoluto, diferente dos demais MMORPGs? Um caldeirão de coisas. Talvez, pelo fato da imersão: dificilmente algum outro jogo que vi fez tanto sentido ter uma definição de RPG. Talvez, pelo fato da interação e disputa entre outros players quando estamos jogando, o fator cooperativo, etc, etc. Você acaba tendo uma vida, uma reputação dentro do game.

WoW só funciona de maneira OnLine. Créditos devem ser comprados no site da desenvolvedora para poder jogar, além das licenças das versões. Não se preocupe, os servidores são estáveis, a Blizzard garante o funcionamento de tudo por 24 horas, pelo fato de existirem apenas 8 milhões de assinantes pelo mundo afora.

Apesar de funcionar só OnLine, talvez esteja aí a grande sacada. O fato de você poder cooperar com outras pessoas, conhecer gente nova, jogar com seus amigos pela rede, fazer eventos, participar de raids (raid = monte de gente indo para um dungeon qualquer jogar junto, matar bosses gigantes, conseguir itens raros, e levar por volta de 2~3 horas pra fazer isso tudo) é a grande sacada da Blizzard. E era esse o fato do Bispo sempre ter um pé atrás... Mas hoje, (in?)felizmente, o futuro da jogatina é OnLine, uma vez que é bem difícil reunir aquele seu grupo de amigos que já estão casados para jogar videogame.

São tantos detalhes, que esse post fica pequeno para tudo. Mas imagine um Playfire ou um Orkut, onde as pessoas pudessem criar um personagem próprio, escolhendo entre 6 raças da Aliança ou 6 da Horda e mais várias classes de guerreiros: Magos, Paladinos, Anões, Caçadores, etc. Tenha em mente que Horda e Aliança é algo bem pior que Brasil e Argentina. Sacou? Continuando...

Na atual expansão (Wrath of the Lich King), seu personagem pode chegar até o nível 80. Até chegar lá, você pode fazer praticamente tudo que pode imaginar dentro de um jogo de RPG - e eu não estou brincando. Primeiro, dependendo da sua classe (digamos um Priest) você pode ramificar seus poderes em Holy, Discipline ou Shadow. Dependendo da "carreira" de talentos que você quer seguir, você servirá para bater ou para curar. Fora isso, temos as profissões: você pode se tornar alfaiate, ferreiro, joalheiro, etc, e com essas profissões você pode construir itens que você aprende nos "centros de ensino" ou pegar receitas para fazê-los.

As batalhas são complexas e simples ao mesmo tempo. Você distribui seus talentos e magias (os quais você vai aprendendo de acordo com o nível que você adquire ou a árvore de talentos da classe do seu guerreiro) em grades na tela e sai apertando botões.

O sistema de quests: aceitar missão de algum NPC carente de atenção com uma exclamação acima da cabeça, pode lhe render horas de jogatinas, encontros inesperados com players e inimigos controlados pela máquina, experiência, grana e itens foderosos. Algumas quests devem ser feitas por mais pessoas, pois a dificuldade aumenta. Outra grande sacada.

Com um PC modesto você consegue rodar WoW. Os gráficos são belos, mesmo não jogando com eles no modo máximo. Som também é excelente.

É isso. É um post pequeno para a imensidão que é esse jogo. São 4 continentes, milhares de cidades, milhões de pessoas para conversar e megatons de outras coisas. Espero ter conseguido passar um pouco do que foi adentrar nesse estilo de game.

Para quem está buscando coisa nova pra jogar... WoW é a resposta.









Dados do Game:

Plataformas: PC / Mac
Jogadores: 1, que se conecta a 8 milhões no servidor original ou a um pouco menos em servidores piratas =D
Saves?: Saves no próprio servidor. Você pode continuar de qualquer máquina em que esteja.
Tempo de jogo: O resto da sua vida inteira?
Data de lançamento: Versão Clássica foi em Novembro de 2004 nos EUA da América. A expansão Burning Crusade, em janeiro de 2007 e a última, Wrath of the Lich King, em novembro de 2008. Já existe pré-release da terceira expansão, a Cataclysm, mas sem data definida ainda.

Notas do Bispo:

Gráficos: 9
Som: 8
Jogabilidade: 10
Replay: 10
Geral: 9

quinta-feira, 12 de junho de 2008

[GBA/PSP Review] Riviera - The Promise Land



E você achando que o céu era um lugar tranquilo...


Talvez, o mais raro dentre todos os jogos de Game Boy Advance. Caso você tenha um, não venda! Ou só venda se tiver que comprar um carro.

Desenvolvido pela Atlus, que hoje em dia está arrebentando a boca do balão, este game chega muito próximo de ser uma obra prima. Tudo nele é quase perfeito, enredo, som e jogabilidade.

Este título inova muito, o esquema de jogo é um lance meio tactics com rpg tradicional. Você não precisa andar pelo cenário fuçando em tudo, é como se você estivesse lendo uma história em quadrinhos. A ação é somente de tela em tela, dando comandos escolhendo em qual direção ir e o personagem se movimenta sozinho. Outra sacada da Atlus, é que você só pode vasculhar o cenário e procurar por itens ou inimigos se mudar o "modo de visão". Em um você comanda a direção, em outro, o game te propõe o que deve ser vasculhado. Por exemplo, se houver uma pedra no chão, você muda o modo de visão e uma seta em cima da pedra irá surgir.

Aí, temos uma novidade. Você só poderá verificar a tal pedra se tiver pontos. Sim, pontos! Uau! Explicando melhor, quando você vence uma batalha você ganha pontos que são usados para vasculhar o cenário. No fim da batalha, quanto maior o seu ranking (depende do tempo e modo que você derrota o inimigo) mais pontos você ganha. Parece até promoção de posto de gasolina.

Não para poraí. O seu personagem só irá ganhar experiência quando você domina 100% de uma arma ou item. Se o personagem que você está usando tem habilidade com espadas, e ele está usando uma arma nova... você terá que preencher a experiência daquela arma (repare nos traços EXP que estão do lado do nome da arma!) para poder ganhar mais experiência. Não se preocupe, existem muitas armas espalhadas pelo jogo para você poder subir o nível do seu personagem.

Existe também o OverDrive Meter, parecida com aquela barra de combo usada nos jogos Marvel vs. Capcom. Quando ela está cheia e você domina por completo a arma que está usando, é possível desferir finalizações animalescas e cheias de clichês com frases do tipo "queime no inferno, demônio mau...". Essa barra é compartilhada entre todos os personagens, portanto se você desferir um golpe que arrebente com ela, ela estará indisponível pelo resto daquela luta - tem essa também... se o golpe for muito forte e a barra estiver cheia, ela se quebra...

A história é mais ou menos assim: Bem antes do período em que o game acontece, houve uma batalha chamada Ragnarok. Os deuses de Asgard foram atacados pelos demônios que habitavam Utgard. Os deuses então, vendo seu fim próximo e sua terra também indo para o buraco, se sacrificaram para criar os Black Winged Reapers, ou talvez anjinhos que fazem trabalho sujo. Cada um tinha sua arma chamada Diviner, que foram usadas para expulsar os demônios de Asgard e limpar Utgard. Depois que Utgard foi limpa pelos moços de asas negras, essa terra passou a se chamar Riviera. Os deuses antes de se sacrificarem, deixaram o poder nas mãos dos Magi, e esses por sua vez passaram essa sabedoria para os Sprites, que passaram a viver em Riviera.

Depois de uma eternidade, a ameaça do ataque dos demônios volta a rondar Asgard e os Magi convocam dois Black-Winged Reapers, Ein e Ledah. Você irá controlar Ein, e nessa deverão ativar a "Retribution", poder este capaz de dizimar todos os demônios e também acabar com Riviera. Agora chega de contar a história, senão perde a graça =D

Tem muita coisa para falar deste game que provavelmente consumiria pelo menos 3 posts, mas deixo para você, caro leitor, a experiência de descobrir o que ele tem a oferecer. Complementando, o som e o gráfico são espetaculares.

Aguardarei ansiosamente por uma continuação.







Dados do Game:

Plataformas: GBA / PSP
Jogadores: 1
Saves?: Saves!
Tempo de jogo: Nunca terminei, dificílimo e comprido.
Ano de lançamento: Segundo a Wikipedia, 2002 (JPN) para WonderSwan, 2004 (JPN) e 2005 (USA) para GBA, 2006 (JPN) e 2007 (USA) para PSP.

Notas do Bispo:

Gráficos: 9,5
Som: 9
Jogabilidade: 9
Replay: 8,5
Geral: 9

quarta-feira, 9 de abril de 2008

[SFC / GBA Review] Final Fantasy V



Os cristais estão em perigo. E esta é a quinta vez, muitas outras estão por vir.

Para o pessoal se situar. Para o Famicom, tivemos os FF1, 2 e 3. Para o Super Famicom tivemos o FF4, FF5 e FF6. FF5 nunca saiu nos EUA, apenas muito tempo depois em um remake para GBA e outros dois para PSX.

Confuso não? Pois bem, a Square reparou na cabeçada que tinha dado e acabou corrigindo tudo, fazendo milhares de remakes e ganhando milhares de dólares.

Falemos sobre o Final Fantasy V. Esse episódio diferentemente do que muitos pensam, não implantou o sistema de Jobs, ele apareceu antes no FF3 de Famicom. Talvez a sacada da produtora foi limitar o número de personagens para não tornar a história muito confusa. Em FF5, são apenas 4 personagens "jogáveis" que logo no começo do game são apresentados.

A história é a seguinte, existem 4 cristais que balanceiam o poder no mundo. Uma força maligna pretende colocá-lo na escuridão, justamente destruindo esses cristais. Nesses tempos de ameaça, os próprios cristais escolhem 4 guerreiros chamados de "Light Warriors" que devem restaurar o equilíbrio e salvar o mundo, lutando contra o mal. Em cada Final Fantasy, o mal tem variações, porém não irei contar aqui qual é o malfeitor desse episódio para não perder a graça.

Sobre o sistema de Jobs, nesse FF já era possível criar combinações de magias e habilidades com classes que teoricamente não poderiam usá-las. Um exemplo, é um Mago Branco que pode usar magia negra ou um Cavaleiro que pode usar magia branca. Para isso, é necessário que o seu personagem tenha um certo nível com uma classe desejada e esta depois seja trocada. Não há perda de habilidades adquiridas com a classe anterior, elas vão se acumulando no seu personagem.

Levando-se em consideração os demais FF, este aqui é até curto. Mas não pensem que por conta disso o jogo não é bom, muito longe disso. Acredito que se alguém está começando a se aventurar pelo mundo do RPG, pode começar por esse game. O sistemas de Jobs é simples e descomplicado, bem como os set-ups de armas e armaduras. A dificuldade das batalhas é razoável.

Esta versão de FF é como abrir um livro e ir folheando. O game é linear, não lhe faz perder horas e horas quebrando a cabeça com puzzles sem sentido e ter que voltar na mesma cidade por várias vezes, por exemplo.

A parte gráfica é boa, apesar de não utilizar de muita pirotecnia. Digamos que cumpre bem o seu papel, está num meio termo entre os FF de NES/Famicom e o FF6. A trilha sonora é soberba, com músicas assinadas pelo famoso Nobuo Uematsu.

Enfim, este é um game que Nelson provavelmente possui completo. Quando se trata de Final Fantasy, até o episódio 7 vocês podem ir na certeza de que são obras de arte.





Dados do Game:

Plataformas: Snes, GBA e PSX
Jogadores: 1
Saves?: Sim, 3 Slots
Tempo de jogo: Boa pergunta, nunca marquei. Mas é uma das versões mais curtas.
Ano de lançamento: Em 1992 no Japão, Para o SFamicom, em 1999 os remakes do PSX e 2006 para o GBA.

Notas do Bispo:

Gráficos: 8,5
Som: 9,5
Jogabilidade: 9
Replay: 8,0
Geral: 8,5

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

[SMS Review] Phantasy Star



Taí um jogo que pode levar aqueles caras tipo Nelson a pensar em jogar Master System.

Este game é precursor de uma das grandes sequências de RPG de todos os tempos. Quando foi lançado, pouca gente entendeu a essência do jogo que futuramente iria se tornar referência.

Provavelmente a SEGA desenvolveu Phantasy Star para concorrer com a enxurrada de RPGs feitos para o Famicom na época Áurea. Claro, sabemos que a versão japonesa do NES, o Famicom, tinha RPG a dar com pau e apenas um título somente não conseguiria competir com tantos nomes bons do rival. A menos que o game fosse excelente.

E foi o que aconteceu, Phantasy Star vendeu muito bem no Japão e no ano seguinte já emplacou na terra do BigMac, onde também teve uma aceitação ótima.

No Brasil, a TecToy como vocês sabem também, era responsável pela distribuição dos games da SEGA. Mas havia um problema... Phantasy Star era um jogo com uma quantidade de textos absurdamente grande como é de tradição em qualquer jogo deste tipo e estávamos falando de um mercado infantil que não tinha em sua maioria conhecimento da língua inglesa. Pois bem, a TecToy montou um time de tradutores e passou os textos do game todo para português. Pelo que pesquisei, não pude concluir se realmente a TecToy conseguiu os textos direto da SEGA e refez o game do jeito "certo" ou se contratou meia dúzia de romhackers.

Não era uma tradução excelente por não haver acentos ortográficos e possuir alguns erros, mas pelo pioneirismo é de se aplaudir de pé o esforço da empresa nacional.

Com relação ao game em si, não me recordo na época nenhum RPG trazer um sistema de labirintos 3D em primeira pessoa. Recurso que foi usado em sequências da saga para Mega Drive e em outros jogos como Shinning in the Darkness. Até games de NES acabaram usando essa idéia, um deles provavelmente é Golgo 13.

A história é muito boa, os heróis buscam libertar o sistema Algol das mãos da tirania do ditator Lassic. Tema muito promissor e adulto para a época.

Os gráficos surpreendiam, com belos efeitos visuais nas batalhas e cenários com cores vivas, coisa que dificilmente a paleta do Master permitia. A versão japonesa (sim, sempre a versão japonesa...) trazia um chip de som da Yamaha que melhorava ainda mais as músicas e os efeitos sonoros. Mas mesmo sem esse chip, a trilha e o sfx já eram embasbacantes. Se puderem, testem as roms americana e japonesa para ver a diferença.

Os menus são simples, o que não os deixa pobres em opções. Os controles também são excelentes e simples.

Um jogo desse com texto em português só poderia virar clássico rapidamente entre os donos do Master Saistem aqui no Brasil.





Dados do game:

Plataformas: Se bobear, até pro bule da Vovó tem versão de Phantasy Star. Mas jogar no Master é impagável.
Jogadores: 1.
Saves: Bateria.
Tempo médio de jogo: Por volta de 10 horas se você souber onde tudo está.
Lançamento: Versão japonesa para SMS: 1987 / Versão americana para SMS: 1988 / Versão brasileira: 1991

Avaliação pessoal do bispo:

Gráficos: 9
Som: 8,5
Controles:
9
Replay: 9
História: 9
Geral: 9

Jogue Nelson, jogue!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

[PSX Review] Chrono Cross


Hoje, falemos de Chrono Cross.

A continuação de um dos (senão o maior) games da história, Chrono Trigger. Não chega à altura de seu predescessor, mas é um grande game. Músicas excepcionais que rendem uma OST com 2 CDs e mais de 60 horas de jogabilidade. Dos gráficos, não preciso nem falar. São espetaculares.

História que muitos devem achar confusa, mas que no final fica clara. Nem por isso você deve achar que é viável jogar o game apenas uma vez, ele deve ser encarado como um filme cheio de detalhes e apreciado como um vinho.

Creio que até esta época, a Square ainda possuía bala na agulha para lançar bons games, o que já não é fato hoje em dia. Mas isso não vem ao caso agora.

Mas o que Chrono Cross tem de diferença dos demais RPGs que a Square lançou? Simples, tudo que um bom RPG deve ter: história cativante e um feeling que te puxa pra dentro do game (neste caso, um feeling de desafiar o destino e poder mudar sua vida e o curso do mundo).

Ponto positivo para o sistema de batalhas, que a princípio pode fazer os jogadores mais acostumados aos padrões de turnos torcerem o nariz. Um novo esquema de combos, encaixando magias (elements) trazem ataques animais e de belos efeitos visuais.

Enfim, é um game que merece ser jogado. Ou ainda não, pois o pessoal da Central de Traduções está com a tradução deste game de vento em popa. Mais info sobre o projeto? Clique aqui.

Plataforma: PSX
Jogadores: 1
Saves: 1 bloco de memory card
Info Adicional: 2 CDS
Tempo médio de jogo: 50~60 horas
Data de lançamento: 18/11/1999 no Japão, 15/08/2000 nos EUA

Avaliação pessoal do Bispo:
Gráficos: 9
Som: 9,5
Controles: 8,5
Replay: 8,5
História: 9
Geral: 9

Joguem, infiéis!